sexta-feira, 26 de agosto de 2011

TENTE OUTRA VEZ

Olá amigos,



Agradeço vocês pela visita mais uma vez, e por me darem a oportunidade de praticar aquilo que gosto de fazer: escrever. Escrever é sempre uma oportunidade de deixar documentado aquilo que se pensa, mesmo que amanhã ou depois sua opinião mude, mas em algum momento de sua vida aquilo representou o que você pensava, e isso importa bastante.


“Veja, não diga que a canção está perdida... tente outra vez!” Essas são as palavras do grande Raul Seixas, ícone nacional do rock, e são por elas que quero nortear meus pensamentos de hoje.


http://www.youtube.com/watch?v=Ef7jUQOCjS0&feature=fvst


As situações contrárias são constantes em nossas vidas nos impondo obstáculos e dificuldades para atingirmos um objetivo, que por muitas vezes requer persistência, dedicação e muitas tentativas. Nem sempre as coisas se resolver assim, logo de cara, na primeira tentativa.


O fato de não ter dado certo logo de cara não é sinal de que nunca dará. A vida apenas está pedindo que sejamos um pouco mais persistentes com as coisas que queremos. Tente outra vez, faça de novo, e nesse período de tentativas inacertadas muitas lições surgirão fazendo com que o resultado seja muito mais prazeroso.


Na natureza os peixes precisam subir as barragens das usinas para poder desovar em águas mansas e garantir a existência da espécie, é aquilo que chamamos de piracema. São inúmeras tentativas para transpor a barragem. Na primeira delas a correnteza do rio é contrária, na segunda delas, a água que desce da usina é muito forte, na terceira a parede é muito alta... e assim por diante. As dificuldades vão aparecendo, porém os peixes continuam ali tentando, até que........... conseguem!


“Queira, basta ser sincero e desejar profundo. Você será capaz de sacudir o mundo, tente outra vez. Tente, e não diga que a vitória está perdida, se é de batalhas que se vive a vida, tente outra vez!”


Amigos, não desistamos na primeira dificuldade. Tenhamos fé em Deus, fé na vida. É preciso persistir. Todas as situações têm soluções. Nada é insolucionável!


Gosto muito de um trecho do filme Rock 5, onde o personagem Rock Balboa de Silvester Stallone conversa com o filho e lhe diz palavras de incentivo para seguir a diante, e argumenta dizendo que na luta da vida não vence aquele que mais bate e nunca vai ao chão, mas sim aquele que mesmo caindo várias vezes sempre se levanta. A vida às vezes colocará você de joelhos por diversas vezes, mas a única coisa que ela quer de você é que você se levante e continue lutando. Belo ensinamento que essa passagem do filme nos trás.


http://www.youtube.com/watch?v=pxQ5SKll8vg


Brasileiro é aquele que tem fama de não desistir nunca. Então sejamos brasileiros, sejamos lutadores, sejamos persistentes, ergamos nossa cabeça e vamos pra luta enfrentar a vida de cabeça erguida, pois pode demorar uma, duas, três ou dezenas de tentativas, eu lhes digo com convicção: TENTE OUTRA VEZ!


Muita paz!


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

REFORMA ÍNTIMA


Olá amigos, obrigado pela presença de vocês no blog. Durante alguns dias não pude atualizar os textos aqui, e alguns de vocês me perguntavam via MSN ou redes-sociais quando eu iria atualizar o blog, sinal que o hábito da leitura do blog realmente se estabeleceu. Fico feliz por isso, e peço desculpas pela minha demora. Mas vamos lá!


Não acredito em mudanças repentinas. Acredito em mudanças. Isso sim! Penso que elas aconteçam a passos de formiga, e não a arranques de fórmula 1. E isso vale para tudo, inclusive para a fé, religião, ou qualquer coisa que valha. A mudança sólida é baseada em vivências que nos faz refletir sobre certos pontos de vista e dia a dia nos mostra outro lado de um mesmo assunto levando nossa consciência a pensar diferente. Aí mudamos.


Somos hoje, reflexo daquilo que vivenciamos ao longo de toda uma trajetória, que com seus percalços, planta em nós idéias diferentes a nos levam a uma outra forma de encarar as coisas.


O Espiritismo, o consolador prometido, nos propõe a reforma íntima. Aquela que você analisa seus comportamentos, identifica seus erros e luta para modificá-los. Não tendo no êxito propriamente dito o sucesso do processo. “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações”, frase de Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo. Veja que Kardec nos orienta da importância da transformação interna e do esforço em domar as más tendências, não sendo relevante o êxito em domar, aquele que se esforça e luta para vencer as inclinações ruins já faz algo relevante.


Evidente que havendo êxito o merecimento é maior, a reforma íntima é mais ampla, mas esforçar-se para superar alguma mazela pessoal é o que realmente importa.


Essa citação preciosa de Kardec nos explica algumas indagações que aqueles que seguem o espiritismo recebem na rua: “Poxa, você fez tal coisa. Como pode? Você se diz espírita, e erra desse jeito?!”, a resposta para isso é exatamente o que acabamos de ver segundo Kardec: “Sou espírita sim, porém sou humano, e portanto passível de erro. Ainda estou em processo de lutar contra as tendências ruins, vencê-las ou não é pessoal, mas o esforço que cada um faz para não cair em tentações é íntimo de cada um.”. Não nos cabe julgar o companheiro de seus insucessos contra atitudes tidas como erradas. Somente ele sabe a luta que ele faz para não cometer tal coisa, mesmo ainda cometendo.


Tal lição é uma prova de amor que o Espiritismo nos ensina, respeitando o próximo e entendendo seus tropeços sem julgá-lo, afinal o quanto ele lutou contra si antes de fazer certa coisa a gente nunca sabe.


Abraços fraternos a todos!


Muita paz!


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

NOS BAILES DA VIDA


Olá amigos! Obrigado mais uma vez aos irmãos e irmãs que visitam esse blog, e buscam mensagens novas a cada semana. Como dito inúmeras vezes, esse Blog apóia-se em músicas populares para debater um assunto qualquer. E hoje vou puxar a sardinha pro meu lado, com a licença de vocês, mas quero comentar a letra de uma música que me retrata. Por muitos e muitos anos essa canção foi a tônica da minha vida, e ouvi-la é sempre um balde de nostalgia para mim.


NOS BAILES DA VIDA
(Fernando Brant / Milton Nascimento)


Foi nos bailes da vida ou num bar em troca de pão
Que muita gente boa pôs o pé na profissão.
De tocar um instrumento e de cantar
Não importando se quem pagou quis ouvir
Foi assim


Cantar era buscar o caminho que vai dar no sol
Tenho comigo as lembranças do que eu era
Para cantar nada era longe tudo tão bom
Até a estrada de terra na boléia de caminhão
Era assim


Com a roupa encharcada e a alma repleta de chão
Todo artista tem de ir aonde o povo está
Se for assim, assim será
Cantando me disfarço e não me canso
de viver nem de cantar


http://www.youtube.com/watch?v=9S4d_SF8FkY


Lindíssima canção! Ah, quantos e quantos bailes não animei?! Em troca de pão, literalmente, sendo que isso era o que menos importava, o que nos movia era outra coisa. Vi muitos artistas talentosíssimos começarem suas carreiras, e sumirem sem nunca terem tido uma oportunidade grande.


Nada era longe. Me lembro de shows no Mato Grosso enfrentando inacabáveis 31 horas (somente de ida) de ônibus e caminhão em estrada de terra, exatamente como diz a música. Simplesmente para chegar lá, subir no palco, tocar umas músicas e vir embora. E não foi só uma vez não... Era assim!


O artista realmente tem de ir onde o povo está, essa frase é realíssima. Se é lá que nos querem, lá iremos, mesmo que leve horas e exija sacrifício. Foi sensacional passar por cada cidade que passei ao longo de quase 14 anos viajando com bandas. Abraçar cada pessoa que abracei, cada olhinho que fiz brilhar, romances que certamente começaram ao som de nossas canções, autógrafos que assinei com carinho, coisas que não tem preço, e não ficam pela estrada, trago comigo guardadas dentro de um peito saudoso e cheio de lembrança boa.


Tocando me disfarço. Visto minha fantasia imaginária de super-herói, deixo de ser o Gustavo Musa e naquele momento sou quem eu quiser ser com a força de meu pensamento. Levito, transbordo, entro em êxtase, tenho forças, poderes utópicos, um violão no colo me leva onde eu quero e não me canso de viver, nem de tocar! Não sei se essas palavras são de possível compreensão a quem nunca subiu em um palco e levou emoção às pessoas, mas quem já fez isso sabe exatamente a magia de um palco.


Nasci para isso. Não me restam dúvidas. E não tem nada a ver com ser bom, ou ser ruim... talvez eu seja bem ruim, mas nasci para fazer isso. Certamente em algum momento dessa minha existência eu seria apresentado a um violão. Carrego isso comigo, e não é de hoje, podem crer!


Mas qual a lição espírita a tirar disso?


Muitas! Incontáveis!


A primeira delas é a de se lutar por um sonho, por um objetivo. Fazer aquilo que se gosta e julga correto, independente do “pão” que se receba em troca. Cientes de fazer o melhor, o resultado positivo a frente é conseqüência natural do trabalho.


Lição que pode ser aplicada em nosso dia-dia. Em nosso trabalho, nossa vida, nossa família, fazermos o melhor sem esperar nada em troca.


Segunda lição, a que ninguém agrada a todos. Essa é indiscutível. Por mais que nos esforçássemos na tentativa de agradar a todos, evidente que isso não acontecia. Lutávamos para agradar o maior número de pessoas possível. Sempre haviam os insatisfeitos. No começo isso nos abalava, depois aprendemos a ver isso de outra forma.


Mais uma lição que está impregnada em nossos dias. Ao nosso redor sempre haverá alguém que nos desafie, que dirá que faria melhor, que não fizemos certo, e compreender isso sem maiores importunos é gesto de amor. Aceitar o outro com sua opinião e em seu momento atual. Principalmente se você está a frente de alguma coisa, de uma empresa, de um grupo de pessoas, seja o que for. Entenda as opiniões contrarias, não se abale por elas, e bola pra frente. O importante é fazer o justo segundo seu coração mandar. Errar é humano, erros de nossa parte acontecerão, o que não deve haver é a má fá, errar com intenção de prejudicar alguém. Do contrário, relaxe e siga seu caminho. Lembre-se que nem nosso Mestre maior, Jesus Cristo agradou a todos.


São inúmeras as lições que se tira depois de anos e anos na estrada com um violão nas costas e um teclado na bagagem.


Agradeço a você pela leitura, espero ter colaborado com as palavras, que como disse, hoje puxei a sardinha pro meu lado sem modéstia alguma.


Muita paz!